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A RedeMob Consórcio, que representa as empresas que atuam no transporte coletivo da Grande Goiânia, propõe que os 21 terminais de ônibus da capital sejam interditados temporariamente. Medida foi apresentada  nesta terça-feira (7) e, segundo o órgão, o intuito é evitar as aglomerações vistas nesses pontos durante o período de pandemia, quando as recomendações dos decretos municipal e estadual exigem comportamento oposto.

O diretor executivo da RedeMob, Leomar Avelino, disse que a proposta foi apresentada à Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) na noite de segunda-feira (6) e que ainda precisa ser discutida.

A CMTC informou, por meio de nota, que “entende que toda ação que possa melhorar o serviço ao usuário terá o apoio do gestor público". A companhia também disse que “aguarda o envio da proposta técnica para avaliar a sua aplicabilidade sem prejuízos à operação”.

O diretor executivo da RedeMob explicou que uma possível solução seria mudar a forma de trabalhar: ao invés de concentrar várias linhas nos terminais, ter linhas que façam viagens mais longas, que façam com que o passageiro possa ir direto ao destino. De acordo com ele, diminuiriam as aglomerações porque há mais de 6,6 mil pontos de ônibus que podem ser usados.

IMPLANTAÇÃO


Na proposta apresentada pela RedeMob, as interdições seriam feitas de forma gradativa: começariam dos terminais de menor movimento para os que concentram mais linhas e passageiros. Essas interdições e outras mudanças nas linhas para atender à população ocorreriam entre os dias 11 e 23 de julho.

Cinco empresas assumiram a administração dos terminais após a própria RedeMob alegar que a queda no faturamento impedia o Consórcio de continuar responsável por eles. Além de suspender o uso dos terminais, seriam necessárias algumas mudanças nas linhas como existem hoje.

“Vamos concentrar a oferta de linhas onde há maior demanda. Vamos criar linhas diretas para determinadas concentrações de viagens. Isso deve resultar em menor tempo de espera e contribuir para menos pessoas dentro dos ônibus”, afirmou Avelino.

Uma preocupação ainda sem “solução” é o Eixo Anhanguera. Avelino afirmou que ainda é necessário estudar que alterações poderiam ser feitas na oferta do serviço.
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Fonte: G1 Goiás
Foto: Reprodução 

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