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A Polícia Civil investiga se houve desvio de verba pública na cidade de Cristianópolis, no sul de Goiás, no abastecimento dos carros da administração. Na segunda fase da Operação Cota Extra, o prefeito, os secretários de Administração, Saúde e Transito suspeitos de envolvimento na irregularidade, foram afastados dos cargos por 90 dias.

Segundo as investigações, era declarado um valor acima do que realmente era gasto para abastecer os carros da prefeitura. A diferença teria sido desviada. “Estamos investigando os crimes de peculato e associação criminosa. Há indícios de que eles declaravam um valor, mas usavam, na realidade, muito menos para abastecer a frota”, afirmou a delegada Tatiana Barbosa.

O procurador do município, Otávio de Barros, informou que “a operação engloba unicamente e exclusivamente a busca e apreensão de documentos" e que o prefeito não cometeu nenhuma irregularidade. "Sua gestão é limpa e não houve desvio de dinheiro público. O prefeito está consternado com tudo o que ocorreu hoje. Lamenta porque respeita o povo de Cristianópolis. A própria polícia confirmará a sua inocência ao fim das investigações", falou Barros.


O prefeito Jairo Gomes Pereira Júnior (PSB), de 50 anos, foi preso na quarta-feira (30) durante a ação que apura desvio de recursos públicos no município. No entanto, a prisão em flagrante foi porque os policiais encontraram uma espingarda sem registro com ele. A Polícia Civil informou que, ainda na quarta-feira (30) o político pagou fiança de R$ 5 mil e foi liberado.


Na primeira fase, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão no posto de combustíveis em que os 48 veículos da frota eram abastecidos. Desta vez, os mandados foram cumpridos nas casas do prefeito, secretários e nos gabinetes. “Apreendemos aparelhos eletrônico e documentos para investigar de quanto teria sido esse desvio e para onde iria o dinheiro”, disse a delegada.
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Fonte: G1 Goiás
Foto: Polícia Civil