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A Polícia Civil (PC) prendeu em flagrante, pela segunda vez, em menos de um ano, Junior César da Silva Ferreira, de 37 anos, suspeito de falsificar e vender bebida alcoólica, em Aparecida de Goiânia. Consumidores perceberam que a coloração e o sabor não eram os mesmos da bebida original e fizeram a denúncia na PC.

De acordo com o delegado Frederico Maciel, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor do Estado de Goiás (Decon), já havia uma investigação aberta contra o suspeito Júnior César, devido ter sido preso no final do ano passado pelo mesmo crime. "Mesmo após a sua prisão em flagrante, ele estava respondendo o processo em liberdade, a investigações continuou e nós conseguimos acompanhar a prática criminosa, a continuidade delitiva (prática de dois ou mais crimes da mesma espécie). Então nós representamos pela pela prisão preventiva do investigado que foi deferida pelo Poder Judiciário e na data de ontem (29), nós cumprimos esse mandado de prisão", explica Frederico.

Segundo a Polícia Civil, a bebida era fabricada no quintal da casa do suspeito, desde quando foi preso pela primeira vez. No cumprimento do mandado não havia bebidas dentro da casa, porém, foram encontrados objetos, utilizados por Junior, que apontam a fabricação do produto. "A bebida é falsificada produzida de maneira clandestina, sem nenhum controle de qualidade colocando em risco a saúde do consumidor. Apesar de não encontrar o produto no local do cumprimento do mandado, nós encontramos tonéis, vasilhames, caixas de papelão, rótulos que indica que ele continua praticando crime de falsificação de bebida alcoólica", afirmou o delegado.


Ainda de acordo com o delegado, Júnior trabalhou em uma empresa, onde teve a experiência de comercializar e produzir bebidas. Isso teria facilitado na fabricação do produto. O valor das foi um outro ponto investigado pela polícia que concluiu ser um pouco inferior em relação ao das bebidas originais. "Ele já se encontra preso, encontra à disposição Judiciário. Ele responde por crime contra a saúde pública, o crime de falsificação de bebida alcoólica prevê uma pena máxima de prisão de até oito anos", comentou o delegado.

Primeira Prisão

Junior foi preso pela primeira vez, no dia 22 de dezembro do ano passado, em um posto de gasolina. Consumidores denunciaram a diferença de coloração e sabor das bebidas e ao ser abordado pela polícia, confessou que fabricava e vendia as bebidas dentro de casa, em Aparecida de Goiânia.
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Fonte: G1 Goiás
Foto: Polícia Civil