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A Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia (SMS) informou, na manhã desta segunda-feira (28), que o corpo do bebê que eles deram como incinerado, foi encontrado nas dependências da empresa responsável pela coleta de resíduos biológicos. 

No sábado (26), a empresa Resíduo Zero Ambiental  havia dito que "não viola o resíduo hospitalar recolhido de seus clientes, que é armazenado em depósito específico de responsabilidade de cada hospital" (veja posicionamento completo no fim da reportagem)

De acordo com o comunicado da SMS, "o corpo do recém-nascido Rogério Cardoso de Almeida Filho foi localizado nas dependências da empresa Resíduo Zero e será entregue à família para sepultamento".

Ainda segundo a nota, "o corpo do recém-nascido estava devidamente identificado, acondicionado em refrigeração, quando foi recolhido de forma equivocada pela empresa, que informou erroneamente à Administração da Secretaria que já havia incinerado o material".

Entenda o Caso

Rogério Cardoso de Almeida Filho nasceu na tarde de quinta-feira (24), na Maternidade Marlene Teixeira, em Aparecida de Goiânia. O bebê viveu por cerca de 12 horas e morreu ainda no hospital.

Segundo a família, depois que conseguiram todos os trâmites necessários para enterrar o recém-nascido, chegaram à maternidade com o serviço funerário para buscar o corpo dele havia sumido.

Após mais de um dia sem saber onde o corpo do filho estava, os pais receberam a notícia de que ele havia sido incinerado por engano.

No entanto, nesta segunda-feira, a SMS disse que achou o corpo ainda nas dependências da empresa responsável pela coleta de resíduos biológicos.

Notas 

Comunicado da SMS de 28 de outubro de 2019

A Secretaria de Saúde de Aparecida de Goiânia informa que o corpo do recém-nascido Rogério Cardoso de Almeida Filho foi localizado nas dependências da empresa Resíduo Zero e será entregue à família para sepultamento.

A Secretaria esclarece que aguarda as conclusões das investigações policiais e que irá aplicar todas as sanções cabíveis aos responsáveis. A pasta também implementou sindicância administrativa e estabeleceu um Grupo de Intervenção Hospitalar para fiscalização da Maternidade quanto ao cumprimento de todos os protocolos estabelecidos pela Secretaria.

Conforme explicado anteriormente, o corpo do recém-nascido estava devidamente identificado, acondicionado em refrigeração, quando foi recolhido de forma equivocada pela empresa, que informou erroneamente à Administração da Secretaria que já havia incinerado o material.

A Secretaria lamenta profundamente todo o ocorrido e afirma que está oferecendo assistência aos familiares.

Comunicado da Resíduo Zero Ambiental em 26 de outubro de 2019

A Resíduo Zero Ambiental externa sua consternação e solidariedade à família enlutada.

A empresa esclarece que não viola o resíduo hospitalar recolhido de seus clientes, que é armazenado em depósito específico de responsabilidade de cada hospital. A separação e acondicionamento do resíduo hospitalar é feito pela unidade de saúde. A empresa apenas recolhe e imediatamente encaminha para o processo de tratamento térmico, conforme regulamentações e normas vigentes. A empresa não é responsável pelo resíduo que é colocado para ser coletado e tratado.

A Resíduo Zero Ambiental reforça que prima por procedimentos técnicos operacionais do mais alto padrão de qualidade e que nada de anormal foi identificado em suas operações no dia do ocorrido.

Por fim, manifesta sentimento de profunda tristeza e se coloca à disposição para informações e esclarecimentos acerca dos seus serviços.

Comunicado da SMS de 26 de outubro de 2019

A Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia esclarece que nesta sexta-feira, 25, um recém-nascido, em estado de prematuridade extrema, veio à óbito na Maternidade Marlene Teixeira. Como a causa da morte já havia sido verificada, a equipe da Maternidade procedeu conforme protocolo e acondicionou o corpo, devidamente identificado, em local adequado até a vinda da empresa funerária.

Porém, quando a empresa chegou ao local para recolher o corpo, este não foi localizado. A SMS informa que imediatamente acionou as autoridades policiais e que contribuiu com as investigações.

Por meio do que foi apurado, administrativamente e também pelas autoridades policiais, chegou-se ao indicativo de que a empresa responsável pelo recolhimento dos resíduos biológicos cometeu um equívoco e levou o corpo do recem-nascido para incineração, o que é procedimento de praxe no caso dos resíduos biológicos.

A Secretaria de Saúde de Aparecida destaca que irá aplicar junto aos responsáveis pelo erro todas as sanções cabíveis.

A Secretaria lamenta profundamente o ocorrido, se solidariza com os familiares e informa que prestará toda assistência e reparos que estiverem ao alcance da gestão municipal.